Inseminação Artificial

INSEMINAÇÃO  INTRAUTERINA (IIU)

A IIU tem como objetivo realizar o aumento da capacitação do sêmen, permitindo que se obtenha um maior número e concentração de espermatozoides. Estes serão depositados no interior da cavidade uterina.  Tal procedimento permitirá que o sêmen seja depositado mais próximo das trompas, diminuindo o trajeto em direção ao encontro do óvulo, na mucosa da Trompa de Falópio.  A Inseminação deve ser associada ao processo de indução da ovulação, para que seja garantida a liberação do óvulo. Em momento adequado, o sucesso do processo de indução da ovulação dependerá da espessura endometrial adequada e da fase lútea correta do endométrio, associado com o uso de progesterona pela paciente. Isso regulariza o ciclo e aumenta as chances de gravidez do casal.

INDICAÇÃO DA IIU

As indicações de IIU (Figura 1) estão relacionadas à impossibilidade de o espermatozoide alcançar o

 

 óvulo na trompa, o que impede a fecundação, seguem-se as principais indicações de tratamento por meio da IIU:

  1. Muco cervical pobre, insuficiente ou hostil, justificados por fatores inflamatórios ou imunológicos presentes na paciente;
  2. Capacitação espermática com concentração menor do que 05 milhões de espermatozoides por 0,5 ml de sêmen, diagnosticando a presença de Fator Masculino Leve;
  3. Infertilidade sem causa aparente (ISCA – Sigla em Inglês);
  4. Diagnóstico de Endometriose leve;
  5. Alterações masculinas que incapacitam o sêmen de ser depositado no fundo da vagina, tais como, principalmente, a ocorrência de hipospádia (quando o meato uretral  termina na parte inferior  do pênis e não na ponta) , a ejaculação retrógrada e a impotência neurológica;
  6. Uso de sêmen crio-preservado (congelado)
  7. Uso de espermatozoide , provindo de Banco de Sêmen (quando o homem não possui espermatozoides no ejaculado seminal)
  8. Uso de espermatozoide provindo de Banco de Sêmen, para mulheres com produção independente de filhos ou por casais homoafetivos femininos;
  9. Viroses crônicas em casais soro-discordantes (HIV, Hepatite C e Hepatite B);
  10. Casos de infertilidade com fatores combinados.

A princípio, a indicação da IIU só poderá ser realizada se o casal apresentar as seguintes carac

 

terísticas clínicas:

  1. A mulher com permeabilidade tubária em pelo menos uma das tubas, devendo ser comprovado, previamente, pelo exame da Histerossalpingografia;
  2. Útero e endométrio sem alterações que impeçam a nidação (adesão  ao endométrio) do embrião e a gestação;
  3. Espermograma, após capacitação, diagnosticando concentração inferior a de 05 milhões/0,5 ml espermatozoides móveis, de espermatozoides moveis.

No transcurso do tratamento, devem-se ser avaliados outros fatores, que também são importantes. Destacam-se:

  1. Tempo de infertilidade maior que 05 anos;
  2. Idade do casal;
  3. Idade da mulher, principalmente se superior a 37 anos;
  4. Associação do Fator Masculino com o Feminino;
  5. Reserva ovariana da baixa;
  6. Diagnóstico de Endometriose, de moderada para grave.

Nos casos de diagnóstico de Endometriose, de moderada para grave, os procedimentos de alta complexidade como a Fertilização In Vitro (FIV) e a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI), podem ser oferecidos como outra opção de tratamento.

As contraindicações para a realização da IIU são nos casos de Falência Ovariana (FOP), obstrução tubária bilateral e Fator Masculino Severo.

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *